quarta-feira, 20 de janeiro de 2016


CHAMADA À AÇÃO DE SOLIDARIEDADE COM AS MULHERES E O POVO CURDO

21 de Janeiro - 17h30 - Rossio



A Marcha Mundial Mulheres Portugal chama à ação de solidariedade com as mulheres e o povo curdo, organizando um protesto no dia 21/01, às 17h30, no Rossio em Lisboa.


Queremos denunciar os assassinatos políticos do regime de Erdoğan e lembrar que, na noite do dia 4 de janeiro, em Silopi, foram assasinadas três feministas e ativistas do movimento curdo, Sêvê Demir (membro da assembleia DBP - Democratic Regions' Party), Fatma Uyar (KJA - Congresso das Mulheres Livres) e Pakize Nayır (Co-Presidente da Assembleia do Povo de Silopi), 

A MMM Portugal une-se às ações da Marcha Mundial das Mulheres em todas as regiões do mundo, exigindo

- O fim da impunidade dos responsáveis 
- O fim dos assasinatos de activistas políticas, defensoras de direitos humanos e jornalistas
- O fim do recolher obrigatório nas cidades curdas 
- O retiro das forças militares e paramilitares das cidades curdas
- Declarar o cessar-fogo e renovar as negociações de paz
- Acabar com o abuso, insultos e maus-tratos das pessoas e em especial às mulheres

Não há silêncio sem o acto de silenciamento, sem que alguém tenha sido calado, visto os seus direitos negados, tenha sido amordaçado, recebido a indicação para ter cuidado com a língua, sem que lhe tenham cortado a língua, sem que o gato lha tenha comido, sem que haja perdido a voz. Não nos silenciamos, não nos silenciaremos! 

Estaremos em marcha até que todas sejamos livres!

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sábado, dia 17, em Lisboa: Encerramento da IV Ação Internacional, com Assembleias sobre guerra, lutas e resistências. Marcha e concerto.

A Caravana Feminista que partiu do Curdistão/Turquia a 8 de Março e percorreu toda a Europa, assim como a IV Ação Internacional da MMM chegará ao fim no próximo sábado, 17 de Outubro, Dia Internacional de Luta contra a Pobreza.

Na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa (Campus de Campolide), às 10h30, haverá uma assembleia sobre Mulheres e Guerras, na qual participarão várias activistas provenientes de países afectados, actualmente ou recentemente, por algum tipo de acção militar, nomeadamente: Mina Damnjanovic, da Sérvia; Shahd Wadi, Palestina, mas a viver em Portugal; Graça Samo, Moçambique; Yildiz Temurturkan, Turquia; Sultan Safak, Curdistão. Tendo sido rejeitado visto a Abeer Hassaf, da Síria, esta activista participará na Assembleia via skype. 
De tarde, terá lugar a Assembleia final onde serão discutidas estratégia de luta e de resistência contra o sistema que nos oprime. Em debate estarão as raízes de um sistema patriarcal, neocolonial, patriarcal e capitalista e os seus impactos na situação actual das mulheres. Pobreza, violência, imigração forçada e terrorismo são também expressão da violência sofrida pelas mulheres, crianças e comunidades marginalizadas, enquanto expressão de estratégias assentes na militarização, no extremismo e na austeridade, que constituem marcas das políticas dominantes. Em debate estará também a atitude da instituições internacionais, especialmente a União Europeia, pela sua resposta à crise dos e das refugiadas.  

Ao fim da tarde, às 17h, partirá do Campus de Campolide, uma Marcha pelas ruas de Lisboa e à noite, às 21h30, no Largo do Intendente, haverá uma Festa-Concerto Feminista. Lembramos que esta ação final conta com a participação de activistas da Alemanha, Albânia, Argélia, Áustria, Bélgica, Bósnia, Brasil, Canadá, Curdistão, Catalunha, França, Galiza, Grécia, Itália, Moçambique, País Basco, Polónia, Sérvia, Suíça, Tunísia, Turquia, Ucrânia, e de várias outras regiões do Estado espanhol. Estará também presente a Coordenadora internacional da Marcha Mundial das Mulheres, a moçambicana Graça Samo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Amanhã: Caravana feminista estará na Amadora em solidariedade com mulheres que vivem em bairros auto-construídos

 Santa Filomena, 6 de Maio e Cova da Moura

Amanhã, a Caravana Feminista que partiu do Curdistão/Turquia a 8 de Março e percorreu toda a Europa, vai estar na Amadora para denunciar e marcar solidariedade com as mulheres que vivem em bairros auto-construídos e têm sido alvo de despejos e demolições massivos e autoritários. 

O dia de ação começará às 9h30 no Bairro de Santa Filomena donde sairá uma marcha que passará no 6 de Maio e finalizará na Cova da Moura. Depois do almoço, será o momento de abertura da ação final da IV Ação Internacional da Marcha, com Yıldız Temürtürkan (Curdistão) e Judite Fernandes (Portugal), ambas do Comité Internacional; Clara Carbunar (França), da Caravana Feminista; Isabel Marques e as Mulheres do Batuque, da Associação Moinho da Juventude. Haverá depois a apresentação do Documentário "Mothers' Strike", uma História de luta contra os despejos em Wałbrzych,  Polónia, promovido pelo Feminist Think Tank, Szum TV; a instalação do estendal “Violência sobre as Mulheres - Femicídios em Portugal”; Visitas ao Bairro; uma conversa sobre a luta das Amas; e ainda um debate sobre segregação urbana, racismo e direito à habitação.  

Com este dia de acção pretende-se contribuir para desafiar e questionar os múltiplos processos de segregação, precarização, discriminação, vulnerabilização e expulsão que, de forma tão violenta estão a ocorrer na Amadora. Sabemos que esses processos têm uma marca racista e que se cruzam com a discriminação de género e que apontam, de forma igualmente violenta, para quem está numa situação económica extremamente vulnerável. Lembramos que, ao longo dos últimos anos a Câmara Municipal da Amadora (CMA) tem despejado centenas de pessoas, muitas delas crianças, idosas, com doenças crónicas, que ficaram sem qualquer alternativa habitacional digna e adequada às suas condições de vida. Entre as pessoas desalojadas, há um forte peso de mulheres, que foram afectadas pela onda de despejos de forma particularmente violenta. 

16 de Outubro [Lisboa] –
Em Lisboa, na Fábrica Braço de Prata, o dia será dedicado à realização de oficinas, tertúlias e debates com o mote Corpo, território com múltiplas estratégias feministas. 

17 de Outubro [Lisboa] –
No último dia de manhã haverá uma assembleia sobre Mulheres e Guerras e à tarde terá lugar a assembleia final, ambas no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa. Depois de uma Marcha pelas ruas de Lisboa haverá uma Festa-Concerto, no Largo do Intendente.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

MMM condena o atentado terrorista contra os movimentos sociais na Turquia

Em defesa da paz, os corpos e os territórios.

As mulheres da Marcha Mundial, reunidas hoje em Vigo no quadro da IV Acção Internacional, assim como as que estamos por todo o mundo, recusamos as agressões e os ataques levados a cabo contra marcha pela paz organizada pelos movimentos sociais, feministas e sindicais – especialmente no âmbito da saúde – em Ancara, Turquia.

Rejeitamos as perseguições que sofrem os movimentos sociais, as minorias étnicas, o povo curso e os movimentos feministas, por parte do Estado Turco.

A Caravana Feminista, como parte da IV Acção Internacional na Europa, iniciou o seu caminho no Curdistão donde constatamos a situação política e a estratégia do estado turco de desestabilizar a região para eliminar as alternativas à política fascistas e neoliberais de Erdogán e do governo turco.

A Marcha Mundial de Mulheres solidariza-se com a luta das mulheres e do povo curdo pela paz e a construção de uma sociedade justa. O ataque sofrido na marcha pela paz é mais um exemplo dos massacres promovidos em defesa do neoliberalismo na Turquia e o resto do mundo.

Nós, as mulheres da Marcha Mundial, condenamos esta agressão que deixa mais de 100 assassinatos assim como todas as que tenham lugar no mundo e continuamos comprometidas em construir uma alternativa de justiça, paz e igualdade para todas e todos.

Em sororidade feminista, seguimos em marcha até que todas sejamos livres!

sábado, 10 de outubro de 2015

4ª Ação Internacional e Caravana Feminista da Marcha Mundial das Mulheres encerram em Portuga

12-17 de Outubro - Porto, Coimbra e Lisboa 



O encerramento da 4ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres e da Caravana Feminista que partiu do Curdistão a 8 de Março e tem percorrido toda a Europa, vai acontecer em Portugal na próxima semana, entre 12 e 17 de Outubro.

Está confirmada a presença de activistas da Alemanha, Albânia, Argélia, Áustria, Bélgica, Bósnia, Brasil, Canada, Curdistão, Catalunha, França, Galiza, Grécia, Itália, Moçambique, País Basco, Polónia, Servia, Suíça, Togo, Tunísia, Turquia, Ucrânia, e de várias outras regiões do Estado espanhol. Estará também presente a Coordenadora internacional da Marcha Mundial das Mulheres, a moçambicana Graça Samo. Depois de acção realizada no dia 8, nos Açores, a caravana passará no Porto (12 e 13) e em Coimbra (14). O encerramento da caravana e da 4ª ação internacional terá lugar em Lisboa (15, 16, 17).

Programa resumido

12  e 13 de Outubro [Porto] – O Festival Feminista, que teve início a 1 de Outubro, vai receber Caravana Feminista: Leitura encenada, filme, instalação, marcha exposição, partilha de histórias de vida são algumas das ações previstas. Mais info aqui.

14 de Outubro [Coimbra] – A passagem por Coimbra terá como foco os Feminismos e Universidade: estão previstas tertúlias, workhops (Autodefesa | Teatro d@Oprimida), batucada e ação de rua. Mais info aqui.

15 de Outubro [Amadora | Encerramento] – O dia será dedicado à denuncia e solidariedade com as mulheres que sido alvo de despejos e demolições massivos e autoritários na Amadora. Marcha, momento de abertura da ação final, seguido de debate sobre segregação urbana, racismo  direito à habitação.

16 de Outubro [Lisboa | Encerramento] – Em Lisboa, na Fábrica Braço de Prata, o dia será dedicado à realização de oficinas, tertúlias e debates com o mote Corpo, território com múltiplas estratégias feministas.

17 de Outubro [Lisboa | Encerramento] – O último dia terá início com uma assembleia sobre Mulheres e Guerras e de tarde terá lugar a assembleia final da acção sobre Alternativas e resistências de mulheres - a Caravana Feminista, ambas no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa.  Depois de uma Manifestação pelas ruas de Lisboa haverá uma Festa-Concerto no Largo do Intendente.

Em Portugal, a Caravana conta com o apoio dos seguintes colectivos: Marcha Mundial das Mulheres - Portugal, Associação Comunidária, Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis, Associação Não te prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, CIDAC - Centro de Informação para o Desenvolvimento Amilcar Cabral, Colectivo A matilha, GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, Habita - Associação pelo direito à habitação e à cidade, Jornal Mapa, Rede de Mulheres da Pesca dos Açores, República Marias do Loureiro, SOS Racismo, UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, UMAR-Açores, UMAR-Coimbra.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

CROWDFUNDING - CARAVANA FEMINISTA EM PORTUGAL

A Caravana Feminista está a chegar a Portugal!! Apoia e divulga precisamos de ajuda para receber a Caravana em Portugal e as centenas de mulheres que estarão presentes no evento final da 4ª Acção Internacional da Marcha Mundial das Mulheres na Europa.

https://www.indiegogo.com/projects/caravana-feminista-em-portugal-mmm-europa#/story
World March of Women Political Declaration


We, the members of the International Committee of the World March of Women, meeting in Quebec, Canadá, from the 12th to the 15th September 2015 state:

Our solidarity to the women of the region of Quebec, place of birth of the World March of Women, and our recognition of their struggles and resistances.
We recognize the value of the feminist political training as the strategy to build ourselves as political
subjects in resistance to the system that is oppressing us. Gathered here we worked on a common understanding of our reality, struggling to defend our right to create our own feminist epistemology.
We are working on the building of our own feminist alternatives based on the re-construction of our own knowledge, and our daily practices, both of them intentionally suppressed from the mainstream discourse in order to put women aside.
We are devoted to free ourselves from patriarchy, neocolonialism and capitalism which are the root causes of the oppressive system in which we live. Together in this working space, we came to the
conclusion that poverty, violence, forced immigration and terrorism, are also expressions of violence suffered by women, children and marginalized communities, as the consequences of mean strategies such as militarization, extremism and austerity measures that underpin the current establishment.
In this sense, we condemn the attitude of the International Community, specially the European Union, for its response on the refugee crisis that is taking place these days. Once again, we witness horrified how human life is worth nothing, how people is fleeing their country trying to run away of fundamentalism, terrorism and wars - boosted by states as the US, and allied countries, as well as weapon industry -, to find an unachievable fortress in Europe. We speak out against the official response that EU is offering. A response based on the militarism and on the closure of borders and quotas that is against the willing of thousands of Europeans citizens that these days are taking the streets to open their doors for people escaping from Palestine, Syria, Lybia, Iraq, Kurdistan, and other territories of the area.
We continue calling for solidarity from people all over the world, and re-state that refugees are not our enemy, but our sisters and brothers escaping from situations of extreme violence provoked by an unjust system. Racism is spreading widely in many regions. We keep receiving news of forced displacement and human rights violations of communities and native peoples in Brazil, North America and other regions.
Governments and extreme right groups use fear as strategy to control public opinion and to justify their xenophobic policies. The rise of killings of black people in the US is producing social unrest and conflicts, but the mass media and social networks keep blaming the same people. Those who are being oppressed are also criminalized when they take action and claim for justice.
Those are the severe expressions of the neo-liberal and neo- colonialist ideologies that are becoming stronger every day, impacting on the life of people from all over the world. Corporations and States are implementing new forms of colonization of the global South. We can see in Africa how multinationals cause the displacement of communities and native populations, how companies are occupying the territories and plundering natural resources and how cultural colonization take place through the capitalist market and the consumption trends, transmitted via the mass media. We stand up for those women who are criminalized in their struggle to claim autonomy over their bodies and territories. We send our feminist solidarity to Sara Kaya, who was elected last year as co-Mayor of Nusaybin with 91% of votes of people. In this Kurdish city we launched our European Feminist Caravan on the 6thMarch 2015, and she proofed to be highly committed to our cause and our movement. Unfortunately, we got the news that she was arrested and unseated for her declaration on self-determination two weeks ago. We condemn the war and oppression waged by Turkish government against Kurdish communities and we continue to be in solidarity with Sara Kaya and every women that has been criminalized for their struggle for better World. We stand out to Maxima, a Peruvian indigenous woman who has been persecuted because of her resistance in defense of the land and life. We stand for everyone who stands in resistance throughout the world. We don’t want this inhuman world. We say no, this is enough! And for that, we ratify here again, our commitment to the construction of a new world, in which life is in the center of everything, in which all human beings enjoy new relations, based on justice, freedom, respect and the recognition of diversity, not only among themselves, but also with nature. We salute the efforts of all the NCBs who are working very hard since the beginning of our International Action on the 8th March, making the action happen at grassroots level in many regions and territories, mapping resistances and alternatives and improving the defense of our territories, our bodies and land. We salute our sisters achieving victories in the field of politics, namely our comrade Sandra Morán from Guatemala, who just got elected to the National Parliament, in representation of a coalition of social movements. We are committed to strengthen our relationship with other social movements and strategic allies in the belief that this alliance will make our political project stronger and more coherent. That is why we will keep occupying the political spaces at the regional and international arena, to influence on the decision and policy making processes. Next December we will mobilize women from all over the world to join the international actions around COP21. Together we will speak out to protect Mother Nature, the environment and to demand for a real change in the system, to stop the devastation that is causing climate change. Is in the hope to reach this society guided by the feminist principles, that we call for the struggle and we keep walking towards our 10th International Meeting, in October 2016, when militants from all over the world, from all the regions of the planet, will gather in Mozambique to say loud and clear: Women on resistance, building a new world! 

The International Committee of the World March of Women, 
In Quebec City, on the 15th September 2015