quinta-feira, 27 de outubro de 2016


Declaração da Marcha Mundial das Mulheres sobre as detenções em Diyarbakir, Turquia
Após as detenções, no dia 25 de Outubro de 2016, da Co-Presidente do Município Metropolitano de Diyarbakir Gültan Kışanak e da Fırat Anli, ambas membros do Partido Democrático Popular, nos edifícios localizados nas imediações da Câmara Municipal, sob acusações de possuírem ligações terroristas, hoje, 26 de Outubro, a polícia atacou, com canhões de água e gás lacrimogénio, uma multidão de manifestantes que protestavam contra as detenções ilegais e anti-democráticas de pessoas eleitas democraticamente.
Como consequência deste brutal ataque da polícia em frente à Câmara Municipal de Diyarbakir, muitas mulheres foram também detidas. Entre elas estava Sultan Safak, activista Curda e membra do Secretariado Europeu da Marcha Mundial das Mulheres.
Chamamos à solidariedade internacional para elevar as nossas vozes e tomar medidas urgentes contra estas detenções ilegais e exigir a libertação imediata da nossa companheira e de todas as mulheres que foram detidas neste protesto.
Seguiremos em marcha até que todas as mulheres sejam livres!
Em solidariedade,
Marcha Mundial das Mulheres







Declaração da Marcha Mundial das Mulheres sobre as detenções em Diyarbakir, Turquia

Após as detenções, no dia 25 de Outubro de 2016, da Co-Presidente do Município Metropolitano de Diyarbakir Gültan Kışanak e da Fırat Anli, ambas membros do Partido Democrático Popular, nos edifícios localizados nas imediações da Câmara Municipal, sob acusações de possuírem ligações terroristas, hoje, 26 de Outubro, a polícia atacou, com canhões de água e gás lacrimogénio, uma multidão de manifestantes que protestavam contra as detenções ilegais e anti-democráticas de pessoas eleitas democraticamente.

Como consequência deste brutal ataque da polícia em frente à Câmara Municipal de Diyarbakir, muitas mulheres foram também detidas. Entre elas estava Sultan Safak, activista Curda e membra do Secretariado Europeu da Marcha Mundial das Mulheres.
Chamamos à solidariedade internacional para elevar as nossas vozes e tomar medidas urgentes contra estas detenções ilegais e exigir a libertação imediata da nossa companheira e de todas as mulheres que foram detidas neste protesto.

Seguiremos em marcha até que todas as mulheres sejam livres!

Em solidariedade,

Marcha Mundial das Mulheres






quarta-feira, 20 de janeiro de 2016


CHAMADA À AÇÃO DE SOLIDARIEDADE COM AS MULHERES E O POVO CURDO

21 de Janeiro - 17h30 - Rossio



A Marcha Mundial Mulheres Portugal chama à ação de solidariedade com as mulheres e o povo curdo, organizando um protesto no dia 21/01, às 17h30, no Rossio em Lisboa.


Queremos denunciar os assassinatos políticos do regime de Erdoğan e lembrar que, na noite do dia 4 de janeiro, em Silopi, foram assasinadas três feministas e ativistas do movimento curdo, Sêvê Demir (membro da assembleia DBP - Democratic Regions' Party), Fatma Uyar (KJA - Congresso das Mulheres Livres) e Pakize Nayır (Co-Presidente da Assembleia do Povo de Silopi), 

A MMM Portugal une-se às ações da Marcha Mundial das Mulheres em todas as regiões do mundo, exigindo

- O fim da impunidade dos responsáveis 
- O fim dos assasinatos de activistas políticas, defensoras de direitos humanos e jornalistas
- O fim do recolher obrigatório nas cidades curdas 
- O retiro das forças militares e paramilitares das cidades curdas
- Declarar o cessar-fogo e renovar as negociações de paz
- Acabar com o abuso, insultos e maus-tratos das pessoas e em especial às mulheres

Não há silêncio sem o acto de silenciamento, sem que alguém tenha sido calado, visto os seus direitos negados, tenha sido amordaçado, recebido a indicação para ter cuidado com a língua, sem que lhe tenham cortado a língua, sem que o gato lha tenha comido, sem que haja perdido a voz. Não nos silenciamos, não nos silenciaremos! 

Estaremos em marcha até que todas sejamos livres!

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sábado, dia 17, em Lisboa: Encerramento da IV Ação Internacional, com Assembleias sobre guerra, lutas e resistências. Marcha e concerto.

A Caravana Feminista que partiu do Curdistão/Turquia a 8 de Março e percorreu toda a Europa, assim como a IV Ação Internacional da MMM chegará ao fim no próximo sábado, 17 de Outubro, Dia Internacional de Luta contra a Pobreza.

Na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa (Campus de Campolide), às 10h30, haverá uma assembleia sobre Mulheres e Guerras, na qual participarão várias activistas provenientes de países afectados, actualmente ou recentemente, por algum tipo de acção militar, nomeadamente: Mina Damnjanovic, da Sérvia; Shahd Wadi, Palestina, mas a viver em Portugal; Graça Samo, Moçambique; Yildiz Temurturkan, Turquia; Sultan Safak, Curdistão. Tendo sido rejeitado visto a Abeer Hassaf, da Síria, esta activista participará na Assembleia via skype. 
De tarde, terá lugar a Assembleia final onde serão discutidas estratégia de luta e de resistência contra o sistema que nos oprime. Em debate estarão as raízes de um sistema patriarcal, neocolonial, patriarcal e capitalista e os seus impactos na situação actual das mulheres. Pobreza, violência, imigração forçada e terrorismo são também expressão da violência sofrida pelas mulheres, crianças e comunidades marginalizadas, enquanto expressão de estratégias assentes na militarização, no extremismo e na austeridade, que constituem marcas das políticas dominantes. Em debate estará também a atitude da instituições internacionais, especialmente a União Europeia, pela sua resposta à crise dos e das refugiadas.  

Ao fim da tarde, às 17h, partirá do Campus de Campolide, uma Marcha pelas ruas de Lisboa e à noite, às 21h30, no Largo do Intendente, haverá uma Festa-Concerto Feminista. Lembramos que esta ação final conta com a participação de activistas da Alemanha, Albânia, Argélia, Áustria, Bélgica, Bósnia, Brasil, Canadá, Curdistão, Catalunha, França, Galiza, Grécia, Itália, Moçambique, País Basco, Polónia, Sérvia, Suíça, Tunísia, Turquia, Ucrânia, e de várias outras regiões do Estado espanhol. Estará também presente a Coordenadora internacional da Marcha Mundial das Mulheres, a moçambicana Graça Samo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Amanhã: Caravana feminista estará na Amadora em solidariedade com mulheres que vivem em bairros auto-construídos

 Santa Filomena, 6 de Maio e Cova da Moura

Amanhã, a Caravana Feminista que partiu do Curdistão/Turquia a 8 de Março e percorreu toda a Europa, vai estar na Amadora para denunciar e marcar solidariedade com as mulheres que vivem em bairros auto-construídos e têm sido alvo de despejos e demolições massivos e autoritários. 

O dia de ação começará às 9h30 no Bairro de Santa Filomena donde sairá uma marcha que passará no 6 de Maio e finalizará na Cova da Moura. Depois do almoço, será o momento de abertura da ação final da IV Ação Internacional da Marcha, com Yıldız Temürtürkan (Curdistão) e Judite Fernandes (Portugal), ambas do Comité Internacional; Clara Carbunar (França), da Caravana Feminista; Isabel Marques e as Mulheres do Batuque, da Associação Moinho da Juventude. Haverá depois a apresentação do Documentário "Mothers' Strike", uma História de luta contra os despejos em Wałbrzych,  Polónia, promovido pelo Feminist Think Tank, Szum TV; a instalação do estendal “Violência sobre as Mulheres - Femicídios em Portugal”; Visitas ao Bairro; uma conversa sobre a luta das Amas; e ainda um debate sobre segregação urbana, racismo e direito à habitação.  

Com este dia de acção pretende-se contribuir para desafiar e questionar os múltiplos processos de segregação, precarização, discriminação, vulnerabilização e expulsão que, de forma tão violenta estão a ocorrer na Amadora. Sabemos que esses processos têm uma marca racista e que se cruzam com a discriminação de género e que apontam, de forma igualmente violenta, para quem está numa situação económica extremamente vulnerável. Lembramos que, ao longo dos últimos anos a Câmara Municipal da Amadora (CMA) tem despejado centenas de pessoas, muitas delas crianças, idosas, com doenças crónicas, que ficaram sem qualquer alternativa habitacional digna e adequada às suas condições de vida. Entre as pessoas desalojadas, há um forte peso de mulheres, que foram afectadas pela onda de despejos de forma particularmente violenta. 

16 de Outubro [Lisboa] –
Em Lisboa, na Fábrica Braço de Prata, o dia será dedicado à realização de oficinas, tertúlias e debates com o mote Corpo, território com múltiplas estratégias feministas. 

17 de Outubro [Lisboa] –
No último dia de manhã haverá uma assembleia sobre Mulheres e Guerras e à tarde terá lugar a assembleia final, ambas no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa. Depois de uma Marcha pelas ruas de Lisboa haverá uma Festa-Concerto, no Largo do Intendente.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

MMM condena o atentado terrorista contra os movimentos sociais na Turquia

Em defesa da paz, os corpos e os territórios.

As mulheres da Marcha Mundial, reunidas hoje em Vigo no quadro da IV Acção Internacional, assim como as que estamos por todo o mundo, recusamos as agressões e os ataques levados a cabo contra marcha pela paz organizada pelos movimentos sociais, feministas e sindicais – especialmente no âmbito da saúde – em Ancara, Turquia.

Rejeitamos as perseguições que sofrem os movimentos sociais, as minorias étnicas, o povo curso e os movimentos feministas, por parte do Estado Turco.

A Caravana Feminista, como parte da IV Acção Internacional na Europa, iniciou o seu caminho no Curdistão donde constatamos a situação política e a estratégia do estado turco de desestabilizar a região para eliminar as alternativas à política fascistas e neoliberais de Erdogán e do governo turco.

A Marcha Mundial de Mulheres solidariza-se com a luta das mulheres e do povo curdo pela paz e a construção de uma sociedade justa. O ataque sofrido na marcha pela paz é mais um exemplo dos massacres promovidos em defesa do neoliberalismo na Turquia e o resto do mundo.

Nós, as mulheres da Marcha Mundial, condenamos esta agressão que deixa mais de 100 assassinatos assim como todas as que tenham lugar no mundo e continuamos comprometidas em construir uma alternativa de justiça, paz e igualdade para todas e todos.

Em sororidade feminista, seguimos em marcha até que todas sejamos livres!

sábado, 10 de outubro de 2015

4ª Ação Internacional e Caravana Feminista da Marcha Mundial das Mulheres encerram em Portuga

12-17 de Outubro - Porto, Coimbra e Lisboa 



O encerramento da 4ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres e da Caravana Feminista que partiu do Curdistão a 8 de Março e tem percorrido toda a Europa, vai acontecer em Portugal na próxima semana, entre 12 e 17 de Outubro.

Está confirmada a presença de activistas da Alemanha, Albânia, Argélia, Áustria, Bélgica, Bósnia, Brasil, Canada, Curdistão, Catalunha, França, Galiza, Grécia, Itália, Moçambique, País Basco, Polónia, Servia, Suíça, Togo, Tunísia, Turquia, Ucrânia, e de várias outras regiões do Estado espanhol. Estará também presente a Coordenadora internacional da Marcha Mundial das Mulheres, a moçambicana Graça Samo. Depois de acção realizada no dia 8, nos Açores, a caravana passará no Porto (12 e 13) e em Coimbra (14). O encerramento da caravana e da 4ª ação internacional terá lugar em Lisboa (15, 16, 17).

Programa resumido

12  e 13 de Outubro [Porto] – O Festival Feminista, que teve início a 1 de Outubro, vai receber Caravana Feminista: Leitura encenada, filme, instalação, marcha exposição, partilha de histórias de vida são algumas das ações previstas. Mais info aqui.

14 de Outubro [Coimbra] – A passagem por Coimbra terá como foco os Feminismos e Universidade: estão previstas tertúlias, workhops (Autodefesa | Teatro d@Oprimida), batucada e ação de rua. Mais info aqui.

15 de Outubro [Amadora | Encerramento] – O dia será dedicado à denuncia e solidariedade com as mulheres que sido alvo de despejos e demolições massivos e autoritários na Amadora. Marcha, momento de abertura da ação final, seguido de debate sobre segregação urbana, racismo  direito à habitação.

16 de Outubro [Lisboa | Encerramento] – Em Lisboa, na Fábrica Braço de Prata, o dia será dedicado à realização de oficinas, tertúlias e debates com o mote Corpo, território com múltiplas estratégias feministas.

17 de Outubro [Lisboa | Encerramento] – O último dia terá início com uma assembleia sobre Mulheres e Guerras e de tarde terá lugar a assembleia final da acção sobre Alternativas e resistências de mulheres - a Caravana Feminista, ambas no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa.  Depois de uma Manifestação pelas ruas de Lisboa haverá uma Festa-Concerto no Largo do Intendente.

Em Portugal, a Caravana conta com o apoio dos seguintes colectivos: Marcha Mundial das Mulheres - Portugal, Associação Comunidária, Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis, Associação Não te prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, CIDAC - Centro de Informação para o Desenvolvimento Amilcar Cabral, Colectivo A matilha, GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, Habita - Associação pelo direito à habitação e à cidade, Jornal Mapa, Rede de Mulheres da Pesca dos Açores, República Marias do Loureiro, SOS Racismo, UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, UMAR-Açores, UMAR-Coimbra.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

CROWDFUNDING - CARAVANA FEMINISTA EM PORTUGAL

A Caravana Feminista está a chegar a Portugal!! Apoia e divulga precisamos de ajuda para receber a Caravana em Portugal e as centenas de mulheres que estarão presentes no evento final da 4ª Acção Internacional da Marcha Mundial das Mulheres na Europa.

https://www.indiegogo.com/projects/caravana-feminista-em-portugal-mmm-europa#/story
World March of Women Political Declaration


We, the members of the International Committee of the World March of Women, meeting in Quebec, Canadá, from the 12th to the 15th September 2015 state:

Our solidarity to the women of the region of Quebec, place of birth of the World March of Women, and our recognition of their struggles and resistances.
We recognize the value of the feminist political training as the strategy to build ourselves as political
subjects in resistance to the system that is oppressing us. Gathered here we worked on a common understanding of our reality, struggling to defend our right to create our own feminist epistemology.
We are working on the building of our own feminist alternatives based on the re-construction of our own knowledge, and our daily practices, both of them intentionally suppressed from the mainstream discourse in order to put women aside.
We are devoted to free ourselves from patriarchy, neocolonialism and capitalism which are the root causes of the oppressive system in which we live. Together in this working space, we came to the
conclusion that poverty, violence, forced immigration and terrorism, are also expressions of violence suffered by women, children and marginalized communities, as the consequences of mean strategies such as militarization, extremism and austerity measures that underpin the current establishment.
In this sense, we condemn the attitude of the International Community, specially the European Union, for its response on the refugee crisis that is taking place these days. Once again, we witness horrified how human life is worth nothing, how people is fleeing their country trying to run away of fundamentalism, terrorism and wars - boosted by states as the US, and allied countries, as well as weapon industry -, to find an unachievable fortress in Europe. We speak out against the official response that EU is offering. A response based on the militarism and on the closure of borders and quotas that is against the willing of thousands of Europeans citizens that these days are taking the streets to open their doors for people escaping from Palestine, Syria, Lybia, Iraq, Kurdistan, and other territories of the area.
We continue calling for solidarity from people all over the world, and re-state that refugees are not our enemy, but our sisters and brothers escaping from situations of extreme violence provoked by an unjust system. Racism is spreading widely in many regions. We keep receiving news of forced displacement and human rights violations of communities and native peoples in Brazil, North America and other regions.
Governments and extreme right groups use fear as strategy to control public opinion and to justify their xenophobic policies. The rise of killings of black people in the US is producing social unrest and conflicts, but the mass media and social networks keep blaming the same people. Those who are being oppressed are also criminalized when they take action and claim for justice.
Those are the severe expressions of the neo-liberal and neo- colonialist ideologies that are becoming stronger every day, impacting on the life of people from all over the world. Corporations and States are implementing new forms of colonization of the global South. We can see in Africa how multinationals cause the displacement of communities and native populations, how companies are occupying the territories and plundering natural resources and how cultural colonization take place through the capitalist market and the consumption trends, transmitted via the mass media. We stand up for those women who are criminalized in their struggle to claim autonomy over their bodies and territories. We send our feminist solidarity to Sara Kaya, who was elected last year as co-Mayor of Nusaybin with 91% of votes of people. In this Kurdish city we launched our European Feminist Caravan on the 6thMarch 2015, and she proofed to be highly committed to our cause and our movement. Unfortunately, we got the news that she was arrested and unseated for her declaration on self-determination two weeks ago. We condemn the war and oppression waged by Turkish government against Kurdish communities and we continue to be in solidarity with Sara Kaya and every women that has been criminalized for their struggle for better World. We stand out to Maxima, a Peruvian indigenous woman who has been persecuted because of her resistance in defense of the land and life. We stand for everyone who stands in resistance throughout the world. We don’t want this inhuman world. We say no, this is enough! And for that, we ratify here again, our commitment to the construction of a new world, in which life is in the center of everything, in which all human beings enjoy new relations, based on justice, freedom, respect and the recognition of diversity, not only among themselves, but also with nature. We salute the efforts of all the NCBs who are working very hard since the beginning of our International Action on the 8th March, making the action happen at grassroots level in many regions and territories, mapping resistances and alternatives and improving the defense of our territories, our bodies and land. We salute our sisters achieving victories in the field of politics, namely our comrade Sandra Morán from Guatemala, who just got elected to the National Parliament, in representation of a coalition of social movements. We are committed to strengthen our relationship with other social movements and strategic allies in the belief that this alliance will make our political project stronger and more coherent. That is why we will keep occupying the political spaces at the regional and international arena, to influence on the decision and policy making processes. Next December we will mobilize women from all over the world to join the international actions around COP21. Together we will speak out to protect Mother Nature, the environment and to demand for a real change in the system, to stop the devastation that is causing climate change. Is in the hope to reach this society guided by the feminist principles, that we call for the struggle and we keep walking towards our 10th International Meeting, in October 2016, when militants from all over the world, from all the regions of the planet, will gather in Mozambique to say loud and clear: Women on resistance, building a new world! 

The International Committee of the World March of Women, 
In Quebec City, on the 15th September 2015

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Caravana Feminista 2015 - Portugal





12-17 Outubro | Chegada da Caravana Feminista Portugal

 

Encerramento da 4ª Acção Internacional MMM



2015 é o ano da 4ª Acção Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. Uma Caravana saiu da Turquia (Curdistão), no dia 8 de Março, e está a viajar pelo norte, sul, este e oeste da Europa, chegando a Portugal em Outubro.

A Caravana estará nos dias 12 e 13 de Outubro no Porto, integrando o Festival Feminista do Porto.Estamos a aceitar propostas de actividades até dia 7 de Setembro, que poderão ser submetidas através do preenchimento do formulário. Para qualquer questão contacta festfeminista.porto@gmail.com

A Caravana passa por Coimbra a 14 de Outubro e a acção final, cujo programa estamos a preparar, decorrerá entre 15 e 17 de Outubro em Lisboa. Contamos com a vossa presença e participação.

Em Portugal, sentimos que este momento de encontro é um oportunidade de mobilização e debate feminista em torno do grande tema Corpo e Território, com alguns enfoques especiais como: Violência policial, Pobreza, Violência institucional; Ocupação do espaço público; Assédio sexual; Violência de género; Soberania Alimentar; Feminismos negros; Habitação e Direito à cidade; Trabalho (pago e não pago) e Privatização dos Cuidados; Discriminação sobre as mulheres lésbicas - adopção; Pobreza; Racismo; Migrações; Arte e feminismos.

Será também uma oportunidade para conversar com companheiras Curdas, para podermos ter vários momentos de partilha com as companheiras da Caravana e conhecera riquíssima experiência desta acçãode luta e resistência feminista ao nível Europeu.
Marchas, oficinas, debates, acção simbólica, oficinas, exposição, partilha de ideias, teatro da oprimida, mural feminista, concertos, são muitos os formatos desta oportunidade de encontro, criatividade, consciencialização e mobilização.

Informações gerais

Prazo para propostas para organização de oficinas ou qualquer outro tipo de actividade: 10 de Setembro. Basta mandar um email com o título da actividade para mmmulherespt@gmail.com

Podes inscrever-te aqui na acção final

Apelamos ao apoio solidário à iniciativa:
Podes contribuir com alojamento solidário?
Durante os dias da acção vamos precisar de apoio à organização. Se tiveres disponibilidade envia um email para mmmulherespt@gmail.com, com o assunto: 15-17 apoio à organização.

Em Portugal, a Caravana conta com o apoio dos seguintes colectivos e organizações: Marcha Mundial das Mulheres - Portugal, Associação Comunidária, Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis, Associação Não te prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, CIDAC - Centro de Informação para o Desenvolvimento Amilcar Cabral, Colectivo A matilha, GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, Habita - Associação pelo direito à habitação e à cidade, Jornal Mapa, Rede de Mulheres da Pesca dos Açores, República Marias do Loureiro, SOS Racismo, UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, UMAR-Açores, UMAR-Coimbra.


Links para a Caravana. 
Página Facebook  e Página web



Caravana feminista  2015

Conferência de imprensa e lançamento da Caravana feminista  em Portugal

2015 é o ano da 4ª Acção Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. Uma  caravana sai da Turquia (Curdistão), no dia 8 de Março, e irá viajar pelo norte, sul, este e oeste da Europa, chegando a Portugal a 17 de Outubro.

Vamos assinalar esta partida a 7 de Março, numa conferência de imprensa na rua, junto à entrada da Estação do Rossio, pelas 18 h e com uma caravana e evento em Ponta Delgada, nos Açores. Articulada com esta iniciativa, decorrerão uma série de eventos (mais informação aqui: https://www.facebook.com/events/605426296223872/)

Neste momento estão já envolvidas na caravana os seguintes colectivos e organizações: Marcha Mundial das Mulheres - Portugal, Colectivo A matilha, Associação Comunidária, CIDAC - Centro de Informação para o Desenvolvimento Amilcar Cabral, GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental ,  Habita - Associação pelo direito à habitação e à cidade, Jornal Mapa, Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis, Associação Não te prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, Rede de Mulheres da Pesca dos Açores, República Marias do Loureiro, UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, UMAR-Açores, UMAR-Coimbra.

Colectivamente  estão a organizar-se oficinas, mostras de cinema, debates, tertúlias, bicicletadas e marchas em Lisboa, Porto, Coimbra e Açores, ao longo deste ano, numa mobilização que se quer crescente, até o Encontro Internacional, que fechará a Caravana em Coimbra.

A rota da Caravana será a das resistências e das alternativas, a análise a partir do corpo e do território, o traço o da visibilidade do invisível. Em 2015 vamos construir coletivamente um mapa alternativo do mundo, onde se vejam as experiências e as lutas emancipatórias construídas a partir das mulheres e dos feminismos em todas as regiões do mundo. Portugal estará neste mapa com as suas lutas, reivindicações e alternativas.

Com a caravana queremos ir ao encontro de grupos feministas de base, grupos de mulheres e colectivos que lutam e resistem nas suas cidades e localidades contra a violência, a austeridade, a pobreza, o racismo, o fascismo, a lesbofobia, a exploração laboral e todas as opressões que tornam mais difícil a vida para as mulheres. O nosso objectivo é documentar e visibilizar as lutas, resistências e estratégias de mulheres que enfrentam problemas semelhantes em contextos diferentes.

Dentro do macro tema que é Corpo e Território, pretendemos concentrar esforços sobre temáticas que nos parecem urgentes: Violência policial e violência institucional; Ocupação do espaço público; Assédio sexual; Violência de género; Soberania Alimentar; Habitação e Direito à cidade; Trabalho (pago e não pago) e Privatização dos Cuidados; Discriminação sobre as mulheres lésbicas - Co-adopção; Pobreza; Racismo; Migrações; Arte e feminismos;

A Caravana irá semear redes de solidariedade e partilha de conhecimento para juntas construirmos a nossa história e criarmos alternativas feministas frente ao patriarcado e ao capitalismo que tornam as nossas vidas inviáveis.

Durante a 4ª Acção serão organizados inúmeros eventos feministas a nível local e regional. As coordenadoras nacionais e a Marcha Mundial das Mulheres, assim como outros grupos e contactos participantes irão dinamizar estes eventos.

A caravana é uma oportunidade real para fortalecer alianças com movimentos activistas a nível europeu e internacional. Apelamos à mobilização, apoio e participação de várias organizações, colectivos e pessoas activistas pelos direitos das mulheres, das pessoas LGBTI, das pessoas migrantes, contra o racismo, pelos direitos socioeconómicos e políticos (trabalho, educação, habitação, saúde, participação política).

A caravana irá entrar em Portugal dia 12 e 13 no Porto, 14 em Coimbra e o encerramento desta 4ª Acção Internacional da Marcha Mundial das Mulheres será em Lisboa de 15 a 17 de Outubro.

Links para a Caravana.
Página Facebook  e Página web
 
http://caravanafeminista.net/



sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Apelo para Dia Internacional de solidariedade com as 595 empregadas de limpeza do Ministério da Ecónomia Grego


APPEAL
FOR AN INTERNATIONAL DAY OF SOLIDARITY
WITH THE 595 CLEANERS
OF THE GREEK MINISTRY OF ECONOMICS
We, the 595 cleaners of the Economics Ministry, who had our jobs taken away from us on the 17th of September 2013, so that they can be given to private sub-contractors, have been fighting the last 11 months against the politics of austerity and against  those who are imposing it, ie the Samaras government and the TROICA. Every day we are on the street demanding our jobs and our rights, resisting police intimidation and government propaganda. Although we have been vindicated by the Greek judiciary system ,the government is refusing to implement the courts’ decision.
We are appealing to all residents associations, social movements, trade unions, women’s organisations, political parties and citizens of the world, all of you who don’t condone injustice and empathise with its victims, to express your solidarity with our struggle for survival and dignity, which is also your struggle.
We are calling on you to join forces with us and to organise together
An International Day of Solidarity
It is proposed that mobilisation takes place between the 15th and 22nd of September, ie the week before the court’s final decision on the 595 cleaners, which is set for the 23rd of September. A possible joint Day of Action could be the 20th of September.
The target could be various solidarity activities, like public meetings and mass rallies, mobilisations outside Greek Embassies, the IMF offices in Washington, the Central European Bank headquarters in Frankfurt and anywhere else you choose. We are already preparing for a delegation of the fighting cleaners to join a demonstration at the European Parliament in Strasbourg, either on the 16th or the 17th of September.
If you are willing to join this initiative, please let us know by the 30th of August, so that we can have a picture of which cities and countries are going to participate.
Please also look at:
Contact: Sonia Mitralia, sonia.mitralia@gmail.com
Τηλ: 0030 210 9420681, 0030 6932295118


DON'T EXPECT FROM US TO BOW!

         We are 595 women cleaners of the Greek Ministry of Finance and since September 17, 2013, we have been unemployed. The Government laid us off and chose to give our jobs to sub-contractors, with absolutely no financial benefit to the state. Our wages ranged from 300 to 650 euro a month. We are not numbers, we are human beings!

We haven’t bowed our heads in submission. Since September 17th, we have been in the streets every day, claiming back our jobs, claiming back our lives. [photo protests]

The Government has employed every means available to try to suppress our just fight. Pictures of defenseless 50 or 60-year-old women beaten up by riot police have spread around the world. Many of us were taken to hospital after barbaric and unjustifiable police attacks against us.

We have opted for dignity. Ten months of struggle, ten months of poverty and problems! But we continue to fight. We continue our struggle. We demand the self-evident: our right to a decent life.

A wave of support is sweeping across the country. Workers, laid off workers, unemployed people, students, pensioners, and artists are all showing their support in every way imaginable.

The Greek courts have vindicated us, but the Government refuses to comply with the courts’ decision. Instead, the government wants revenge because we have opted for dignity.

SOLIDARITY IS THE PEOPLES’ WEAPON. We call on you to express your solidarity with our struggle for life and dignity. We call on you to sign the support petition and help collect signatures, which will force the Government to execute the court decision – something that will cost nothing to the Greek state.

 TOGETHER WE CAN STOP THESE BARBARIC POLICIES.